Por que o Brasil não consegue falar inglês?
POSTADO EM 17 de November de 2017

No ranking da nova pesquisa EPI, Brasil perde para Vietnã, Costa Rica, Nigéria e até para a Argentina

A pesquisa EPI (English Proficiency Index), deste ano, fez um retrato nada agradável do Brasil no que se refere à proficiência em inglês. O levantamento, que mede o domínio da língua inglesa por adultos que não têm o idioma como língua nativa, apontou que o brasileiro tem sérias dificuldades para se comunicar no idioma em questão.

Em meio as 80 nações participantes da pesquisa, o Brasil registrou 51,92 pontos e ficou na 41ª posição no EPI. Pela segunda vez consecutiva, o Brasil ficou na última posição entre os Brics, atrás de África do Sul, Índia, China e Rússia. Historicamente, o Brasil nunca se posicionou bem no EPI. Desde a criação da pesquisa, o país sempre oscilou entre os piores índices

Para Daniel Rodrigues, diretor da CCLi Consultoria Linguística, a forma de ensino do idioma tem um peso importante no aprendizado do aluno. “O baixo índice de proficiência tem raízes na forma de ensino e aprendizagem. Como vivemos em uma sociedade em que as pessoas buscam personalização, não basta apenas ensinar verbos ou decorar gramática. É necessário que o ensino seja voltado para as reais necessidades de cada aluno, pensando no seu tempo e estilo de aprendizagem, afinal cada pessoa tem sua maneira de estudar”, afirma.

Em um mundo cada vez mais digital e integrado, livros didáticos deixaram de ser essenciais no aprendizado de uma língua estrangeira. Hoje consultorias linguísticas e intercâmbios são utilizados para tornar o aprendizado consistente. “O foco é sempre pensar no melhor resultado para o aluno. A antiga fórmula de seguir um mesmo padrão e aplicar para todos alunos é retrógrada. Conhecendo o perfil do aluno, utilizando recursos audiovisuais e definindo as ferramentas adequadas para cada estilo de aprendizado, é possível alcançar a proficiência no idioma que se deseja”, ressalta o diretor da CCLi.

Letícia Matos, especialista em intercâmbios da CCLi Travel, explica que o intercâmbio é uma opção para quem deseja ser fluente em outro idioma e possui disponibilidade para deixar o Brasil por uma temporada. “No intercâmbio, o aprendizado é uma prática diária. O aluno mergulha em uma outra cultura e tem contato em tempo integral com o novo idioma. Mesmo morando em outro país por tempo determinado, dois meses por exemplo, há uma grande evolução na proficiência”, diz.

Números no Brasil

A pesquisa também mostrou que há estados brasileiros que apresentam bons índices de proficiência em inglês. O Distrito Federal ficou em primeiro lugar, com um índice local de 53,73. Em seguida, está o Rio Grande do Sul, com índice de 53,06; Paraná, com 52,94; São Paulo, com 52,89; e Santa Catarina, com 52,60.
Os cinco estados são os únicos a figurar na categoria proficiência moderada do levantamento. “Com empenho, dedicação e foco é possível melhorar de posição neste ranking. Basta seguir uma metodologia adequada de estudo e se empenhar”, finaliza Daniel.

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