Dia Nacional de Combate ao Glaucoma alerta sobre importância de diagnóstico precoce
POSTADO EM 22 de May de 2019

Considerada a principal causa de cegueira irreversível do mundo, o glaucoma afetará cerca de 80% da população até 2020, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Essa doença é caracterizada por atingir o nervo óptico do olho, sem emitir qualquer sintoma em sua fase inicial. Por conta da necessidade de conscientizar a população sobre os riscos e a importância do diagnóstico, celebra-se anualmente, em 26 de maio, o Dia Nacional do Combate ao Glaucoma.

Segundo o oftalmologista Bruno Braga, do Hospital do Olho de Rio Preto (Horp), o glaucoma pode atingir diversas faixas etárias, mas a idade avançada eleva os riscos. “Os idosos são os mais propensos por causa da ‘vista cansada’ – quando o olho perde lentamente a visão – e dos maus hábitos praticados ao longo da vida, como o uso indiscriminado de colírios. É natural que, com o envelhecimento populacional, mais casos sejam registrados”, explica.

Por ser silenciosa e lenta, a doença só é percebida pela maioria dos pacientes quando está em estágio avançado. “O glaucoma pode progredir durante meses ou anos sem a pessoa perceber. Quando vem o diagnóstico, o nervo óptico já está danificado e a visão periférica, comprometida”, afirma Braga.

Ainda de acordo com o especialista, a única forma de diagnosticar o problema é no consultório oftalmológico, fazendo o exame de pressão ocular. “O exame é feito por um aparelho que mede a pressão do olho e aponta se está dentro da normalidade”.

Mesmo com o diagnóstico prévio, o glaucoma não tem cura, apenas controle. Por isso, a principal recomendação é fazer acompanhamento de rotina pelo menos uma vez ao ano com um oftalmologista, principalmente após os 40 anos de idade. “O tratamento é feito com base no tipo e estágio da doença a fim de estabilizá-la, mas não é possível recuperar a visão que já foi afetada. Até mesmo em casos mais avançados, os pacientes precisam receber tratamento adequado para evitar a cegueira irreversível. Além disso, existem terapias, cirurgias e colírios específicos que podem melhorar a qualidade de vida”, conclui o médico.

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