Diabetes: médica alerta que falta de tratamento pode levar ao coma
POSTADO EM 10 de November de 2017

Considerada a pandemia do século XXI, doença também aumenta o risco de acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio e doença vascular periférica

Aumento incomum do apetite e da sede, fraqueza, vontade constante de urinar e alterações na visão são sinais que exigem muita atenção. Isso porque esses fatores são relacionados ao Diabetes Melittus, uma doença sem cura que atinge cerca de 16 milhões de brasileiros, segundo relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS). Para alertar pacientes e familiares a dar mais atenção às ações de prevenção e tratamento da doença, no dia 14 de novembro é celebrado o Dia Mundial do Diabetes.

A médica Sabrina Ferreira Silva, que faz atendimentos em endocrinologia na clínica Pronto Saúde, explica que o diabetes é uma doença caracterizada pela elevação da glicose no sangue, chamada de hiperglicemia, devido a defeitos na secreção ou na ação da insulina. “A insulina é um hormônio produzido no pâncreas e tem como principal função promover a entrada de glicose para as células do organismo. Como a insulina não cumpre sua função, elevam-se as taxas de glicose no sangue”, explica.

Segundo Sabrina, ao longo dos anos, as altas taxas de açúcar no sangue podem causar sérios problemas de saúde. “Se não for tratado, o diabetes pode provocar lesões na microcirculação, prejudicando o funcionamento de vários órgãos como os rins, os olhos, os nervos e o coração. Isso aumenta os riscos de acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio e doença vascular periférica”, ressalta.

O Diabetes tipo 1 evolui em poucos meses. “Esses sintomas podem evoluir para desidratação severa, sonolência, vômitos, dificuldades respiratórias e até mesmo o coma, se o tratamento não for realizado rapidamente. Esse quadro mais grave é conhecido como Cetoacidose Diabética e necessita de internação imediata para tratamento”, diz Sabrina.

Mesmo sem apresentar sintomas, quem possui casos de diabetes em familiares próximos deve fazer exames para acompanhar as taxas de glicose no sangue. “O diagnóstico laboratorial pode ser feito de três formas e, caso positivo, deve ser confirmado em outra ocasião. São considerados positivos os que apresentarem resultado de glicemia acima de 126 mg/dl, em jejum de 8 horas; maior que 200 mg/dl, quando colhido a qualquer hora; ou maior que 200 mg/dl duas horas após sobrecarga 75 gramas de glicose por via oral”, diz.

Sabrina explica que há casos de alerta que esses exames também mostram. “Existem ainda dois grupos de pacientes, identificados por esses mesmos exames, que devem ser acompanhados de perto. Isso porque eles têm grandes chances de se tornarem diabéticos: quando a glicemia em jejum ficar entre 110 e 126 mg/dl ou quando ficar entre 140 e 200 mg/dl, duas horas após sobrecarga de 75 gramas de glicose por via oral”, ressalta.

Cuidado com gestantes

A médica afirma que, na maioria das vezes, o diabetes gestacional é detectado no terceiro trimestre da gravidez. “As gestantes que possuem história prévia de diabetes gestacional, de perdas fetais, malformações fetais, hipertensão arterial, obesidade ou histórico familiar de diabetes não devem esperar o 3º trimestre, já que sua chance de desenvolverem a doença é maior. Por isso, a paciente deve ser investigada e acompanhada durante toda a gravidez”, afirma

Tratamento

Para quem já convive com o diabetes, a médica ressalta que o paciente deve comparecer às consultas médicas regularmente e seguir o tratamento corretamente. “Durante as consultas, o médico irá orientar sobre o uso dos medicamentos e solicitar os exames que devem incluir glicemia, hemoglobina glicada, função renal, perfil lipídico, avaliação oftalmológica anual e avaliação cardiológica. Os demais exames devem ser solicitados de acordo com a necessidade individual do paciente”, diz.

Com um bom controle da glicemia, é possível conviver com a doença sem maiores preocupações. “Os exames, juntamente com o quadro clínico do paciente, vão indicar ao médico a melhor abordagem para que o paciente com diabetes possa ter uma rotina normal e saudável”, finaliza a médica.

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