DPOC: doença silenciosa mata 3 milhões de pessoas por ano em todo o mundo
POSTADO EM 28 de November de 2017

Organização Mundial de Saúde estima que 80% dos afetados não sabem que têm a doença; fumantes – ativos e passivos – e pessoas que trabalham em locais com muita fumaça estão no grupo de risco

DPOC, a princípio, parece estar relacionado a algum departamento policial. Porém, DPOC é a sigla para Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), essa doença mata mais de 3 milhões de pessoas por ano em todo o mundo. Quem fuma com frequência tem 90% de chances de desenvolver essa doença, que não tem cura.

O médico pneumologista Fabiano Ferreira, da clínica Pronto Saúde, explica que a DPOC reduz o fluxo de ar para os pulmões. “A doença se desenvolve a partir do fator de risco mais comum, o tabagismo. Outros fatores são poeiras e produtos químicos inalados. O DPOC contempla duas situações: o enfisema pulmonar que aprisiona o ar nos pulmões e a bronquite crônica que estreita as vias aéreas pulmonares dificultando assim a entrada de ar nos pulmões”, diz.

Fabiano explica que a doença evolui lentamente, apresentando como principais sintomas tosse crônica, dificuldade para respirar e expectoração de muco. A doença torna-se mais perceptível após os 50 anos de idade e vai piorando com o tempo. “Pacientes que tem DPOC têm dificuldades para subir escadas e carregar objetos pesados. Aos poucos, a dificuldade de respirar também surge em repouso. Nesses casos, é necessário procurar um médico com urgência”, ressalta.

Segundo a Fundepoc, uma instituição argentina especializada na doença, cerca de 7 milhões de pessoas no Brasil possuem DPOC, mas somente 12% dos pacientes são diagnosticados e fazem acompanhamento.

O pneumologista ressalta que mesmo sem cura, a doença pode ser evitada. “Parar de fumar e adotar hábitos mais saudáveis, como fazer exercícios físicos, estão entre as estratégias mais eficazes para a prevenção da DPOC. Para quem já tem a doença, os sintomas podem ser aliviados por meio de medicamentos e fisioterapia”, finaliza.

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